Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

Opinião espírita — Emmanuel / André Luiz — F. C. Xavier / Waldo Vieira


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Economia espírita

O Evangelho segundo o Espiritismo — Cap. XIII — Item 11


1 O Espiritismo abrange com a sua influência regenerativa e edificante não apenas a individualidade, mas também todos os círculos de atividade em que a pessoa respire. É assim que o Espiritismo na economia valoriza os mínimos recursos, conferindo-lhes especial significação.

Vejamos o comportamento do espírita, diante dos valores considerados de pouca monta:


2 Livro respeitável — Não o entregará à fome do cupim. Diligenciará transferi-lo a companheiros que lhe aproveitem a leitura.


3 Jornal espírita lido — Não alimentará com ele o monte de lixo. Respeitar-lhe-á o valor fazendo-o circular, notadamente entre os irmãos entregues à faina rural ou em núcleos distantes ou ainda entre reclusos em hospitais e penitenciárias, sem maiores facilidades para o acesso ao conhecimento doutrinário.


4 Publicações de qualquer natureza — Não fará com elas fogueiras sem propósito. Saberá empacotá-las, entregando-as aos necessitados que muitas vezes conquistam o pão catando papéis velhos.


5 Objetos disponíveis — Não fará dos pertences sem uso, elogio à inutilidade. Encontrará meios de movimentá-los, sem exibição de virtude, em auxílio dos irmãos a que possam prestar serviço.


6 Móvel desnecessário — Não guardará os trastes caseiros em locais de despejo. Saberá encaminhá-los em bases de fraternidade para recintos domésticos menos favorecidos, melhorando as condições do conforto geral.


7 Roupa fora de serventia — Não cultivará pastagem para as traças. Achará meios de situar com gentileza todos os petrechos de vestuário, cobertura e agasalho, em benefício de companheiros menos quinhoados por vantagens materiais.


8 Sapatos aposentados — Não fará deles ninhos de insetos. Providenciar-lhes-á reforma e limpeza,, passando-os, cordialmente, àqueles que não conseguem o suficiente para se calçarem.


9 Medicamento usado mas útil — Não lançará fora o remédio de que não mais careça e que ainda apresenta utilidade. Cedê-lo-á aos enfermos a que se façam indicados.


10 Selos utilizados — Não rasgará sem considerações os selos postais já carimbados. Compreenderá que eles são valiosos ainda e ofertá-los-á a instituições beneficentes que os transformarão em socorro aos semelhantes.


11 Recipientes, garrafas e vidros vazios — Não levantará montes de cacos onde resida. Empregará todos os invólucros e frascos sem aplicação imediata na benemerência para com o próximo em luta pela própria sustentação.


12 Gêneros, frutos, brinquedos e enfeites sem proveito no lar — Não exaltará em casa o egoísmo ou o desperdício. Lembrar-se-á de outros redutos domésticos, onde pais doentes e fatigados, entre crianças enfraquecidas e tristes receber-lhe-ão por bênçãos de alegria as pequenas dádivas de amor, em nome da solidariedade, que é para nós todos simples obrigação.


13 A economia espírita não recomenda desapreço à propriedade alheia e nem endossa o esbanjamento. Seja no lar ou na casa de assistência coletiva, no campo ou no vilarejo, nas grandes cidades ou nas metrópoles, é a economia da fraternidade que usa os dons da vida sem abuso e que auxilia espontaneamente sem ideias de recolher agradecimentos ou paga de qualquer espécie, por reconhecer, diante do Cristo e dos princípios espíritas, que os outros necessitam de nós como necessitamos deles, de vez que todos somos irmãos.


.André Luiz



(Psicografia de Waldo Vieira)


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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