Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

Estude e viva — Emmanuel / André Luiz — F. C. Xavier / Waldo Vieira


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Na cura da obsessão

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO — Cap. XII — Item 6

O LIVRO DOS ESPÍRITOS — Questão 531


1 Reconhecer no obsidiado, seja ele quem for, um familiar doente a quem se deve o máximo de consideração e assistência.

2 Equilibrar a palavra socorredora, dosando consolo e esclarecimento, brandura e energia.

3 Não desconsiderar as necessidades do corpo ante os desbaratos da alma, conjugando os recursos da medicação e do passe, da higiene e da prece.

4 Incluir o trabalho por agente curativo, de acordo com as possibilidades e forças do paciente.

5 Abolir as sugestões de medo no trato com o obsesso, evitando encorajar ou consolidar o assalto de entidades menos felizes.

6 Tratar os Espíritos perturbados que, porventura, se comuniquem no ambiente do enfermo, não à conta de verdugos e sim na categoria de irmãos credores de assistência e piedade.

7 Impedir comentários em torno da conversação desequilibrada ou deprimente dos desencarnados infelizes.

8 Policiar modos e frases que exteriorize, convencendo-se de que o obsidiado, não raro, representa, só por si, toda uma falange de Inteligências necessitadas de reconforto e direção, conquanto invisíveis aos olhos comuns.

9 Evitar susceptibilidades perante supostas ofensas no clima familiar do obsidiado, entendendo que uma obsessão instalada em determinado ambiente assemelha-se, às vezes, a um quisto no corpo, deitando raízes em direções variadas.

10 Compreender ao invés de emocionar-se.

11 Abster-se de tabus e rituais, cujos efeitos nocivos permanecerão na mente do obsidiado depois da própria cura.

12 Solicitar a cooperação de amigos esclarecidos que possam prestar auxílios ao doente.

13 Controlar-se.

14 Desinteressar-se com os sucessos da cura, tendo em mente que lhe cabe fazer o bem com discrição e humildade.

15 Ensinar, mas igualmente exercer a caridade, observando que, em muitos casos, o obsidiado e os que lhe compõem a equipe doméstica são pessoas necessitadas até mesmo do alimento comum.

16 Suprimir, quanto possível, os elementos que recordem tristeza ou desânimo, aflição ou tensão no trabalho que realiza.

17 Não atribuir a si os resultados encorajadores do tratamento, menosprezando a ação oculta e providencial dos Bons Espíritos.

18 Educar o obsidiado nos princípios espíritas, encaminhando-o a um templo doutrinário em que possa assimilar as lições lógicas e simples do Espiritismo.

19 Socorrer sem exigir.

20 Amparar o companheiro necessitado, sem propósitos de censura, ainda mesmo que surjam motivos aparentes que o induzam a isso, recordando que Jesus-Cristo, o iniciador da desobsessão sobre a Terra, curava os obsidiados sem ferir ou condenar a nenhum.


.André Luiz


(Psicografia de Waldo Vieira)


TEMAS ESTUDADOS NESTE E NO CAPÍTULO ANTERIOR

Agentes do mal — Brechas morais — Displicência e obsessão — Instruções para a desobsessão — Pensamento positivo — Vida íntima


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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