Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

Estude e viva — Emmanuel / André Luiz — F. C. Xavier / Waldo Vieira


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Três conclusões

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO — Cap. X — Item 19

O LIVRO DOS ESPÍRITOS — Questão 938


1 O tempo concedido ao Espírito para uma reencarnação, por mais longo, é sempre curto, comparado ao serviço que somos chamados a realizar. Importante, assim, o aproveitamento das horas.

2 Meditemos no gasto excessivo de forças em que nos empenhamos levianamente no trato com assuntos da repartição de outrem.

3 Quantos milhares de minutos e de frases esbanjamos por década, sem a mínima utilidade, ventilando temas e questões que não nos dizem respeito?

5 Para conjurar essa perda inútil, reflitamos em três conclusões de interesse fundamental.


6 O que os outros pensam — Aquilo que os outros pensam é ideia deles. Não podemos usufruir-lhes a cabeça para imprimir-lhes as interpretações que são capazes diante da vida.

  Um indígena e um físico contemplam a luz, mantendo conceitos absolutamente antagônicos entre si.

  Acontece o mesmo na vida moral. Precisamos nutrir o cérebro de pensamentos limpos, mas não está em nosso poder exigir que os semelhantes pensem como nós.


7 O que os outros falam — A palavra dos amigos e adversários, dos conhecidos e desconhecidos, é criação verbal que lhes pertence.

  Expressam-se como podem e comentam as ocorrências do dia a dia com os sentimentos dignos ou menos dignos de que são portadores.

  Efetivamente, é dever nosso cultivar a conversação criteriosa; contudo, não dispomos de meios para interferir na manifestação pessoal dos entes que nos cercam, por mais caros nos sejam.


8 O que os outros fazem — A atividade dos nossos irmãos é fruto de escolha e resolução que lhes cabe.

  Sabemos que a Sabedoria Divina não nos criou para cópias uns dos outros. Cada consciência é domínio à parte.

  As criaturas que nos rodeiam decerto que agem com excelentes intenções, nessa ou naquela esfera de trabalho, e, se ainda não conseguem compreender o mérito da sinceridade e do serviço ao próximo, isso é problema que lhes compete e não a nós.


9 Fácil deduzir que não podemos fugir da ação nobilitante, a benefício de nós mesmos, mas não nos compete impor nas decisões alheias, que o próprio Criador deixa livres.

10 À vista disso, cooperemos com os outros e recebamos dos outros o auxílio de que carecemos, acatando a todos, mas sem perder tempo com o que possam pensar, falar e fazer. Em suma, respeito para os outros e obrigação para nós.


.André Luiz


(Psicografia de Waldo Vieira)


TEMAS ESTUDADOS NESTE E NO CAPÍTULO ANTERIOR

Auto-exame — Diante de acusações — O que os outros falam, o que os outros fazem, o que os outros pensam — Reencarnação e tempo


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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