Testamento Xavieriano - Chico Xavier pede licença - Capítulo 13

Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

Chico Xavier pede licença — Autores diversos — F. C. Xavier / J. Herculano Pires


13


Conflitos domésticos

.Emmanuel


1 Não nos reportamos ao divórcio para te dizer que essa medida é impraticável.

2 Existem problemas tão profundos, nas resoluções de caráter extremamente particular, que só o entendimento entre a criatura e o Criador, através da reflexão e da prece, consegue resolver.

3 Todavia, se conflitos caseiros te atormentam a vida, faze o possível por salvar a nave doméstica de soçobro e perturbação.

4 Talvez a companheira te haja desconsiderado ou ferido… 5 Provável que o companheiro te haja imposto agravo ou desapreço. 6 Tudo terá começado num pequeno gesto de intolerância. 7 A migalha de amargura imitou a bola de neve, convertendo-se em muralha de fel. 8 Antes, porém, que a réstia de sombra se transforme em nevoeiro, compadece-te e procura compreender o outro coração que se te associa no lar.

9 Quem sabe se a intransigência, a infidelidade, a irritação ou a secura com que te defrontas serão frutos de tua própria frieza, menosprezo, violência ou ingratidão?


10 Pára e pensa.

11 Medita na ternura e no apoio que esperas receber em casa, a fim de que te não faltem forças na execução dos próprios deveres, no dia a dia. 12 Perceberás que indulgência e bondade criam bondade e indulgência, onde surjam.

13 Mudemos a nós mesmos para melhor e aqueles que nos compartilham a estrada não se deterão insensíveis.

14 Planta de novo a alegria e o bem, para que obtenhas o bem e a alegria novamente.


15 Dá e receberás.

16 Ninguém se agrega com alguém, nas tarefas de burilamento e de amor, sem motivos justos. 17 E nós que aprendemos a salvar o trigo e a batata, os campos e as fontes, saibamos preservar a nossa união também. 18 Nesse sentido, entretanto, não exija dos outros a iniciativa para as realizações da harmonia e da segurança. Dá o primeiro passo e os outros te seguirão.


O cérebro paranormal


.Irmão Saulo


A revista Realidade, de São Paulo, em longa reportagem, considerou anormal o cérebro de Chico Xavier. Na crônica e nas notas abaixo temos as respostas de Irmão Saulo, dadas na ocasião, através do “Diário de S. Paulo”.

Considerar anormal o cérebro de Chico Xavier é simplesmente ignorar quarenta anos de pesquisas e descobertas nas Ciências Psicológicas. Desde 1930 as investigações parapsicológicas vêm revelando condições desconhecidas do cérebro humano, particularmente no campo das funções até então consideradas como anormais. O velho conceito de anormalidade foi profundamente modificado, assim como o conceito das relações entre o cérebro e a mente. Pesquisas intensivas foram realizadas nas grandes universidades da América, da Europa e da Ásia, resultando na aceitação científica da classificação de paranormal para condições cerebrais, situações mentais e funções antes consideradas como anormais, patológicas ou sobrenaturais.

A utilização do eletroencefalograma para a verificação das mudanças ocorridas no cérebro durante o transe hipnótico ou mediúnico deu resultados surpreendentes. Serviu para, mostrar que a percepção extra-sensorial, a captação de pensamentos, a manifestação de Espíritos através de médiuns exigem condições cerebrais e corticais que parecem anormais por não se enquadrarem no processo habitual da nossa vida de vigília. Mas a falta de correspondência entre essas modificações cerebrais e o comportamento do sujeito (a falta de sintomatologia patológica) mostraram a diferença entre anormal e paranormal. Charles Richet, bem antes, já havia observado que seria conveniente substituir as expressões normal e anormal por habitual e inabitual.

Mesmo nos casos evidentemente patológicos verificou-se que o afastamento da causa paranormal (o afastamento do obsessor) era suficiente para restabelecer a normalidade cerebral. Claro, pois, que um eletroencefalograma de médium em transe terá de acusar perturbações diversas, segundo o tipo de manifestação mediúnica em processo. Essa é mesmo uma das provas objetivas da legitimidade da comunicação. Francisco Cândido Xavier não tem um cérebro anormal, não é um doente mental. Pelo contrário, é um homem normal, que não sofre acessos epiléticos, como ele mesmo disse, que vive uma vida regular e produtiva, auxiliando milhares de criaturas a se reajustarem no mundo. (Veja-se, por exemplo, a mensagem “Conflitos Domésticos”.)

O que ele tem — graças a Deus — é um cérebro paranormal, o cérebro do futuro, porque é o cérebro dos gênios e dos santos.


Energia e materialização

A materialização de Espíritos seria impossível, segundo os cálculos feitos pelo Prof. Carlos Chohfi, do Departamento de Física da Universidade Mackenzie. Para materializar uma pessoa de 70 quilos seria necessária a energia produzida em 293 anos pela hidrelétrica de Jupiá. Apesar disso, materializa-se…

É o caso de Galileu: Eppur si muove. Os cálculos do Prof. Chohfi foram feitos por causa de materializações ocorridas com Chico Xavier. Acontece, porém, que a materialização de Espíritos, apesar da força da expressão, não é a formação de um organismo humano. É simplesmente a utilização do ectoplasma para dar ao corpo espiritual a aparência humana. Um problema, não de Física habitual, mas daquilo que o Prof. Friedrich Zollner chamou Física Transcendental, e que hoje poderíamos chamar de Parafísica. Segundo a Metapsíquica, esse problema é de ordem fisiológica. As materializações eram chamadas por Kardec de aparições tangíveis. Como se vê, o ilustre físico opinou como físico sem conhecer a natureza extra-física do problema.


Recado para Hamilton

O repórter Hamilton Ribeiro pediu aos Espíritos uma receita para pessoa e endereço inexistentes. Chico Xavier psicografou: “Junto dos amigos espirituais que lhe prestam auxílio, buscaremos cooperar espiritualmente em seu favor. Jesus nos abençoe”.

Hamilton encerra a sua reportagem perguntando: “O que pensar disso?” Mas está evidente: o recado era para ele mesmo. A regra é essa. Chico já a explicou muitas vezes. Se o nome do consulente é falso, os Espíritos respondem para o “solicitante”.


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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