Bíblia do Caminho Testamento Kardequiano

Revista espírita — Ano VIII — Junho de 1865

(Édition Française)

Relatório da Caixa do Espiritismo

Apresentado pelo Sr. Allan Kardec à Sociedade Espírita de Paris,  †  em 5 de maio de 1865
(Sumário)

1 — Senhores e caros colegas,

Há algum tempo anunciei que vos daria novas explicações sobre a caixa do Espiritismo. O começo de um novo ano social naturalmente me oferece essa ocasião. Nesta exposição lamento ter de falar de mim, o que sempre faço o menos possível; mas nesta circunstância não me poderia esquivar, razão por que vos rogo, antecipadamente, que me desculpeis.

Lembrarei sumariamente o relatório que, sobre o mesmo assunto, eu vos submeti há dois anos. [Vide: Discurso do Sr. Allan Kardec na abertura do ano social, a 1.° de abril de 1862]

No mês de fevereiro de 1860 foi posto à minha disposição um donativo de 10.000 francos para empregá-lo à vontade, no interesse do Espiritismo. Naquela época a Sociedade não tinha sede própria, resultando em graves inconvenientes. A extensão que começava a tomar a doutrina reclamava um local especial reservado, não só para as sessões, mas para a recepção de visitantes, cada vez mais numerosos, tornando-se indispensável a presença permanente de alguém na própria sede da sociedade. Escolhi este local, que reunia as vantagens da conveniência e da posição central. Aliás, a escolha não foi fácil, considerando-se a necessidade de dependências apropriadas à sua destinação, aliada à excessiva carestia do aluguel. O preço de locação do imóvel, incluindo as contribuições, é de 2.930 francos. Não podendo a Sociedade suportar tal encargo e pagando apenas 1.200 francos, restavam 1.730 francos, aos quais se devia prover. Ao destinar o donativo feito, quer na compra do material, quer no pagamento do excedente do aluguel, não nos afastávamos das intenções do doador, pois o empregávamos no interesse da doutrina. Hoje se compreende perfeitamente quanto foi útil dispor deste centro, para onde convergem tantas relações e, além disso, quanto era necessário que eu tivesse uma pousada. Todavia — devo lembrar -não há para mim nenhuma vantagem em residir neste local, pois tenho outro apartamento, que nada me custa e onde me seria mais agradável morar, e isto com tanto mais razão quando essa dupla residência, longe de ser um alívio, é uma agravação de encargos, como logo demonstrarei.

Esta soma de 10.000 francos constituiu, pois, o primeiro fundo da caixa do Espiritismo, caixa que, como sabeis, é objeto de contabilidade especial e não se confunde com meus negócios pessoais. Esse fundo deveria bastar para completar, mais ou menos, o aluguel durante os seis anos do arrendamento, conforme conta detalhada que apresentei da última vez. Ora, o contrato expira dentro de um ano e a soma chega ao fim.

É verdade que o capital da caixa foi aumentado de várias quantias. Está assim constituído:


1.° – Donativo de fevereiro de 1860

10.000 fr.

2.° – Abono de empréstimo feito em época anterior no interesse do Espiritismo

600 fr.

3.° – Donativo feito em 1862

500 fr.

4.° – Outro donativo feito em setembro de 1864

1.000 fr.

5.° – Outro donativo feito em outubro de 1864

2.000 fr.

Total    

14.100 fr.


Tendo estas duas últimas quantias destino especial, na verdade só 11.100 francos estão reservados para o aluguel e não serão suficientes.

Mas o aluguel não é a única despesa que incumbe ao Espiritismo. Não me refiro às obras de beneficência, que são uma coisa à parte, da qual falaremos em breve. Abordo outro lado da questão, e é aqui que reclamo a vossa indulgência, pela necessidade em que estou de falar de mim.


2 — Muito se falou do lucro que eu retirava de minhas obras. Seguramente, nenhuma pessoa séria acredita em meus milhões, a despeito da afirmação dos que diziam saber de boa fonte que eu levava uma vida principesca, tinha carruagens de quatro cavalos e que em minha casa eu só pisava em tapetes de Aubusson.  †  Aliás, o que quer que tenha dito o autor da brochura que conheceis, provando, por cálculos hiperbólicos, que meu orçamento das receitas ultrapassa a lista civil do mais poderoso soberano da Europa (38 milhões, Revista de junho de 1862 e junho de 1863), o que, diga-se de passagem, testemunharia um desenvolvimento verdadeiramente miraculoso da doutrina, há um fato mais autêntico que esses cálculos: é que jamais pedi qualquer coisa a alguém, ninguém jamais me deu algo para mim pessoalmente; nenhuma coleta de um centavo qualquer veio prover às minhas necessidades; numa palavra, não vivo a expensas de ninguém, porquanto, das somas que me foram voluntariamente confiadas no interesse do Espiritismo, nenhuma parcela foi desviada em meu proveito; contudo, é de ver-se a que cifras elas alcançam.

Minhas imensas riquezas proviriam, então, de minhas obras espíritas. Embora estas obras tenham tido um sucesso inesperado, basta ter um pouco de familiaridade com os negócios de livraria, para saber que não é com livros filosóficos que se amontoam milhões em cinco ou seis anos, quando sobre a venda só se tem o direito autoral de alguns centavos por exemplar. Mas, muito ou pouco, sendo esse produto o fruto do meu trabalho, ninguém tem o direito de intrometer-se no emprego que dele faço; ainda mesmo que se elevasse a milhões, ninguém tem nada a ver com isto, desde que a compra de livros, assim como a assinatura da Revista, é facultativa e não se impõe em nenhuma circunstância, nem mesmo para assistir às sessões da Sociedade. Falando comercialmente, estou na posição de todo homem que recolhe o fruto de seu trabalho; corro o risco de todo escritor, que tanto pode triunfar, quanto fracassar.

Mesmo não tendo, neste particular, nenhuma conta a prestar, creio útil à própria causa a que me devotei, dar algumas explicações.

Antes de mais, direi que minhas obras não são propriedade exclusiva minha, o que me obriga a comprá-las de meu editor e pagá-las como um livreiro, à exceção da Revista, da qual conservei os direitos; que o lucro se acha singularmente diminuído pelas dívidas incobráveis e pelas distribuições gratuitas, feitas no interesse da Doutrina, a pessoas que, sem isto, delas estariam privadas. Um cálculo muito fácil prova que o preço de dez volumes perdidos ou doados, que nem por isso deixo de pagar, é suficiente para absorver o lucro de cem volumes. Isto seja dito a título de informação e entre parênteses. Somando tudo e feito o balanço, resta, contudo, alguma coisa. Imaginai a cifra que quiserdes; o que faço dela? Isto é o que mais preocupa certa gente.


3 — Quem quer que outrora tenha visto o nosso interior e o veja hoje, pode atestar que nada mudou em nossa maneira de viver, desde que me ocupo de Espiritismo; é tão simples agora como o era antigamente, porque uma vida suntuosa não está nos nossos gostos. Então é certo que os meus lucros, por maiores que sejam, não servem para nos dar os prazeres do luxo. Não temos filhos, portanto não é para eles que economizamos; nossos herdeiros indiretos são, em sua maioria, mais ricos do que nós; seria ingenuidade que me esgotasse trabalhando para eles. Então teria eu a mania de entesourar para ter o prazer de contemplar meu dinheiro? Creio que meu caráter e meus hábitos jamais permitiriam que se fizesse tal suposição. Os que me atribuem semelhantes ideias conhecem muito pouco meus princípios em matéria de Espiritismo, já que me julgam tão apegado aos bens da Terra. O que pretendem? Desde que isto não me aproveita, quanto mais fabulosa for a soma, mais embaraçosa será a resposta. Um dia saberão a cifra exata, bem como o seu emprego detalhado, e os fazedores de histórias pouparão a imaginação; hoje eu me limito a alguns dados gerais para pôr um freio a suposições ridículas. Para tanto devo entrar nalguns detalhes íntimos, mas que são necessários, e para os quais vos peço perdão.

Sempre tivemos do que viver, muito modestamente é verdade, mas o que teria sido pouco para certa gente nos bastava, graças a nossos gostos e hábitos de ordem e economia. À nossa pequena renda vinha juntar-se, como suplemento, o produto das obras que publiquei antes do Espiritismo e o de um modesto emprego, que me vi forçado a deixar quando os trabalhos da Doutrina absorveram todo o meu tempo.


4 — Na propriedade que possuo, e que me fica como saldo daquilo que a má-fé não me pôde arrancar, podíamos viver tranquilamente e longe da agitação dos negócios. Tirando-me da obscuridade, o Espiritismo veio lançar-me em novo caminho; em pouco tempo vi-me arrastado num movimento que estava longe de prever. Quando concebi a ideia de O Livro dos Espíritos, minha intenção era não me pôr em evidência e ficar desconhecido; mas, prontamente ultrapassado, isto não me foi possível: tive de renunciar aos meus gostos de insulamento, sob pena de abdicar da obra empreendida e que crescia prodigiosamente; foi preciso seguir seu impulso e tomar-lhe as rédeas. Se meu nome tem agora alguma popularidade, seguramente não fui eu que o procurei, pois é notório que nem a devo à propaganda, nem à camaradagem da imprensa, e que jamais aproveitei de minha posição e de minhas relações para me lançar no mundo, quando isto me teria sido fácil. Mas, à medida que a obra crescia, um horizonte mais vasto sé desdobrava à minha frente, recuando os seus limites; compreendi então a imensidão de minha tarefa e a importância do trabalho que me restava fazer para completá-la. Longe de me apavorarem, as dificuldades e os obstáculos redobraram minha energia; vi o objetivo e resolvi atingi-lo com a assistência dos bons Espíritos. Sentia que não tinha tempo a perder e não o perdi nem em visitas inúteis, nem em cerimônias ociosas; foi a obra de minha vida: a ela dei todo o meu tempo, sacrifiquei meu repouso, minha saúde, porque o futuro estava escrito diante de mim em caracteres irrecusáveis. Fi-lo por meu próprio impulso, e minha mulher, que nem é mais ambiciosa, nem mais interesseira do que eu concordou plenamente com meus pontos de vista e me secundou em minha tarefa laboriosa, como o faz ainda, por um trabalho muitas vezes acima de suas forças, sacrificando sem pesar os prazeres e distrações do mundo, aos quais sua posição de família a tinham habituado.


5 — Sem nos afastarmos de nosso gênero de vida, nem por isso esta posição excepcional deixou de nos criar menos dificuldades, às quais somente os meus recursos não me permitiriam prover. Seria difícil imaginar a multiplicidade das despesas que ela suscita e que, sem isso, eu teria evitado. A necessidade de residir em dois locais diferentes é, como já disse, um acréscimo de gastos, pela obrigação de ter um duplo mobiliário, sem contar uma porção de despesas miúdas exigidas por essa dupla habitação e as perdas que resultam de meus interesses materiais, negligenciados em razão dos trabalhos que absorvem todo o meu tempo. Não é uma queixa que articulo, visto que minhas ocupações atuais são voluntárias, mas um fato que constato em resposta aos que afirmam que tudo é lucro para mim no Espiritismo. Quanto aos gastos especiais decorrentes de minha posição, seria impossível enumerá-los; mas se se considerar que tenho anualmente mais de oitocentos francos de despesas em porte de cartas, independentemente das viagens, da necessidade de me associar a alguém para me secundar, e outros pequenos gastos, compreender-se-á que não exagero ao dizer que minhas despesas anuais, que têm crescido sem cessar, hoje estão mais que triplicadas. Pode-se fazer uma ideia aproximada de quanto se elevou este excedente em oito anos, considerando a média de 6000 francos por ano. Ora, ninguém contestará a utilidade destas despesas para o sucesso da Doutrina que, evidentemente, teria enlanguescido, se eu tivesse permanecido no meu retiro, sem ver ninguém e sem as numerosas relações que mantenho diariamente. E, contudo, é o que eu teria sido obrigado a fazer, se nada me tivesse vindo em auxílio.

Pois bem, senhores! o que me proporcionou esse suplemento de recursos foi o produto de minhas obras. E o digo com satisfação, pois foi com o meu próprio trabalho, com o fruto de minhas vigílias que provi, pelo menos em maior parte, às necessidades materiais do estabelecimento da Doutrina. Assim, eu trouxe uma larga cota-parte à caixa do Espiritismo. Quis Deus que ele encontrasse em si mesmo seus primeiros meios de ação. No princípio, eu lamentava que minha pouca fortuna não me permitisse fazer o que queria fazer pelo bem da causa; hoje aí vejo o dedo da Providência e a realização dessa predição tantas vezes repetida pelos bons Espíritos: Não te inquietes com coisa alguma; Deus sabe o que te é preciso e saberá provê-lo.


6 — Se eu tivesse empregado o produto de minhas obras no aumento de meus prazeres materiais, teria sido em prejuízo do Espiritismo; não obstante, ninguém teria tido o direito de me censurar, porque eu era bem senhor de dispor à vontade daquilo que só devia a mim mesmo; mas, porque me privava antes, também podia privar-me depois; aplicando-o na obra, creio que ninguém achará que seja dinheiro mal-empregado e os que ajudam a propagar as obras não poderão dizer que trabalham para me enriquecer.

Prover o presente não era tudo: era necessário pensar no futuro e preparar uma fundação que, depois de mim, pudesse ajudar aquele que me substituirá na grande tarefa que terá de cumprir. Esta fundação, sobre a qual devo calar-me ainda, liga-se à propriedade que possuo, e é em vista disto que aplico uma parte de meus produtos em melhorá-la. Como estou longe dos milhões com que me gratificaram, e a despeito de minhas economias, duvido muito que meus recursos pessoais me permitam dar a esta fundação o complemento que em vida lhe queria destinar. Mas, desde que sua realização está nos planos de meus guias espirituais, se eu mesmo não a fizer, é provável que um dia ou outro isto seja feito. Enquanto espero, elaboro os projetos no papel.

Longe de mim, senhores, o pensamento de tirar a menor vaidade do que acabo de vos expor. Foi preciso a perseverança de certas diatribes para me engajar, embora a contragosto, para romper o silêncio sobre alguns fatos que me dizem respeito. Mais tarde, todos quantos a malevolência aprouve desnaturar serão trazidos à luz por documentos autênticos; mas o tempo dessas explicações ainda não chegou. A única coisa que me importava no momento era que fosseis esclarecidos sobre o destino dos fundos que a Providência fez passar às minhas mãos, seja qual for a sua origem. Não me considero senão como depositário, mesmo daqueles que ganho e, com mais forte razão, dos que me são confiados e dos quais prestarei contas rigorosas. Resumo, dizendo: para mim não necessito; significa dizer que deles não tiro proveito.


7 — Resta-me ainda falar, senhores, da caixa de beneficência. Sabeis que ela se formou, sem desígnio premeditado, por algumas quantias depositadas em minhas mãos para obras de caridade, mas sem aplicação especial, às quais junto as que, de vez em quando, se acham sem emprego determinado. O primeiro donativo feito com este objetivo foi o de uma quantia de 200 francos, enviados no dia 20 de agosto de 1863. No ano seguinte, em 17 de agosto de 1864, a mesma pessoa me remeteu idêntica soma de 200 francos. Em 1º de setembro, durante minha viagem, outra pessoa me enviou 100 francos. Quando das subscrições publicadas na Revista, várias pessoas juntaram às suas remessas quantias de menor importância, com emprego facultativo. Recentemente, em 28 de abril último, alguém me remeteu 500 francos. O total das receitas elevou-se hoje a 1317 francos. O total das despesas, em auxílios diversos, donativos ou empréstimos ainda não reembolsados, eleva-se a 1060 francos. Atualmente restam-me em caixa 257 francos.


8 — Alguém me perguntava um dia, sem curiosidade, é claro, e por mero interesse pela causa, o que eu faria de um milhão, se o tivesse. Respondi-lhe que hoje o seu emprego seria totalmente diferente do que teria feito no início. Outrora eu teria feito propaganda por uma larga publicidade; agora reconhecia que isto teria sido inútil, pois os nossos adversários se haviam encarregado disto à sua custa. Não pondo então grandes recursos à minha disposição, os Espíritos quiseram provar que o Espiritismo só devia o seu sucesso a si mesmo, à sua própria força, e não ao emprego de meios vulgares.

Hoje, que o horizonte se ampliou, sobretudo que o futuro se desdobrou, fazem-se sentir necessidades de ordem completamente diversa. Um capital como o que supondes receberia um emprego mais útil. Sem entrar em detalhes, que seriam prematuros, direi simplesmente que uma parte serviria para converter minha propriedade numa casa especial de retiro espírita, cujos habitantes recolheriam os benefícios de nossa doutrina moral; a outra constituiria uma renda inalienável, destinada: 1º – a manter o estabelecimento; 2º – a assegurar uma existência a quem me suceder e aos que o ajudarem em sua missão; 3º – a prover às necessidades correntes do Espiritismo, sem recorrer aos produtos eventuais, como sou obrigado a fazer, já que a maior parte dos recursos assenta-se em meu trabalho, que terá um termo.

Eis o que eu faria; mas se esta satisfação não me for dada, pouco me importa que seja concedida a outros. Aliás, de um modo ou de outro, sei que os Espíritos que dirigem o movimento proverão a todas as necessidades em tempo hábil; eis por que absolutamente não me inquieto com isto e me ocupo com o que, para mim, é essencial: a conclusão dos trabalhos que me restam por terminar. Feito isto, partirei quando a Deus aprouver chamar-me.


9 — É de admirar que certas personagens altamente colocadas, e notoriamente simpáticas à ideia espírita, não tomem abertamente, e oficialmente, a causa em questão. Dirão que seria o seu dever, uma vez que o Espiritismo é uma obra essencialmente moralizadora e humanitária. Esquecem que tais pessoas, por sua própria posição, mais que outras têm de lutar contra preconceitos que só o tempo fará desaparecer, e que cairão ante o ascendente da opinião. Digamos, ademais, que o Espiritismo ainda se encontra em estado de esboço e que não disse a última palavra; os princípios gerais estão assentados, mas só lhes entreveem as consequências, que não são e nem podem ser ainda claramente definidos. Até agora não passa de uma doutrina filosófica, cuja aplicação deve ser aguardada para as grandes questões de interesse geral. Só então é que muitas pessoas compreenderão o seu verdadeiro alcance e utilidade e poderão pronunciar-se com conhecimento de causa. Até que o Espiritismo tenha completado sua obra, o bem que faz é limitado; não podendo ser senão uma crença individual, uma adesão oficial seria prematura e impossível. Aí, sim, muitos dos que hoje o consideram como uma coisa fútil, mudarão forçosamente a maneira de ver e serão levados, pela própria força das coisas, a fazer dele um estudo sério. Deixemo-lo, pois, crescer e não peçamos que seja homem antes de ter sido criança. Não peçamos à infância o que só a idade viril pode dar.

A. K.


Nota – Esta exposição tinha sido feita apenas para a Sociedade; mas, tendo sido pedida por unanimidade a sua inserção na Revista, julgamos por bem aquiescer a esse desejo. [Vide o 4º artigo a seguir: Os dois espiões]


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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